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A Via Láctea

GRO JI655-40, a black hole hurtles across the plane of the Milky Way
O GRO JI655-40, um buraco negro, atravessa a grande velocidade o plano da Via Láctea
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Vivemos num dos braços de uma grande galáxia espiral chamada Via Láctea. O Sol e os seus planetas (incluindo a Terra) situam-se nesta parte tranquila da galáxia, a cerca de meio caminho do centro.

A Via Láctea tem a forma de um enorme redemoinho que dá uma volta a cada 200 milhões de anos. É composta por, pelo menos, 100 mil milhões de estrelas, bem como por poeira e gás. É tão grande que a luz demora
100 000 anos para atravessar de um lado ao outro.

É muito difícil ver o centro da Galáxia, porque nuvens de gás e poeira bloqueiam a nossa visão. Os cientistas acreditam que ali existe um buraco negro supermassivo que engolirá tudo o que passar demasiado perto.

No exterior da espiral principal encontram-se cerca de 200 aglomerados de estrelas em forma de esfera. Cada ‘aglomerado globular’ é muito antigo e contém até um milhão de estrelas. A Via Láctea pertence a um aglomerado de, pelo menos, 40 galáxias. O chamado Grupo Local tem duas grandes galáxias espirais: a Via Láctea e Andrómeda.

As restantes são muito mais pequenas. Entre elas contam-se duas galáxias que podem ser vistas a olho nu a partir de países situados a sul do equador. Estas galáxias são conhecidas como as Nuvens de Magalhães, em homenagem ao explorador português Fernão de Magalhães.