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A liberdade de expressão, a ciência e a espionagem

SOHO image, 28 October 2003
Imagem do SOHO, 28 de outubro de 2003
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Ao longo dos últimos 40 anos, os satélites tornaram-se cada vez mais potentes e capazes de desempenhar muitas funções diferentes.

A maioria das naves espaciais lançadas pelo foguetão europeu Ariane-5 destina-se às telecomunicações – televisão, rádio digital, Internet, vídeo e telefone. Normalmente, são propriedade de grandes empresas internacionais.

A maioria das outras naves espaciais pertence a governos e agências espaciais, como a ESA. Muitas delas são utilizadas para investigação científica.

Nos últimos 25 anos, as naves espaciais da ESA passaram pelo cometa Halley, entraram em órbita à volta da Lua, de Vénus e de Marte e exploraram o Universo distante. Em 2005, a sonda Huygens aterrou na lua de Saturno, Titã. Em 2014, a Rosetta tornar-se-á a primeira nave espacial a orbitar um cometa e a fazer aterrar uma sonda na sua superfície.

O SOHO e quatro naves espaciais do programa Cluster revelaram como funciona o Sol e como este afeta o nosso planeta. Os satélites ERS e o Envisat estudaram todos os aspetos da Terra, desde as calotas polares e os oceanos até à camada de ozono e ao uso do solo.

Em 2009, foi lançada uma nova série de missões Earth Explorer. Satélites como o GOCE, o SMOS e o Cryosat irão melhorar a nossa compreensão do planeta Terra e da forma como a atividade humana afeta o mundo natural. Em breve será lançada uma família de satélites Sentinel para estudar a terra e os oceanos com grande pormenor.
O nosso quotidiano foi transformado pelos satélites meteorológicos Meteosat. Nos próximos anos, a Europa irá lançar uma ‘constelação’ de 30 satélites, denominada Galileo, destinada à navegação e à localização precisa em qualquer ponto da Terra.
Os Estados Unidos, a Rússia e alguns países europeus também operam satélites militares. Estes são utilizados pelas forças armadas para comunicações, alertas sobre lançamentos de mísseis e vigilância dos movimentos das forças inimigas.