O ATV-4 da ESA, «Albert Einstein», concluiu com sucesso uma manobra de aproximação à Estação Espacial Internacional a 15 de junho, tendo acoplado sem problemas à estação orbital às 16h07 CEST. O Veículo de Transferência Automatizado (ATV) encontra-se agora acoplado à Estação Espacial.
O ATV de 20 toneladas é a nave espacial mais pesada alguma vez lançada pela Europa. Voou de forma autónoma e acoplou-se à ISS, de 420 toneladas, com uma precisão de alguns centímetros, enquanto ambos orbitavam a Terra a 28 000 km/h.
“Um contacto tão suave entre uma nave espacial do tamanho de um autocarro de dois andares e uma estação 20 vezes maior é uma conquista extraordinária”, afirmou Thomas Reiter, diretor de Vôos Espaciais Tripulados e Operações da ESA.

O encontro e a acoplagem foram realizados de forma autónoma pelos próprios computadores do ATV, sob estreita supervisão dos controladores de voo no Centro de Controlo do ATV, em Toulouse, França, e por Luca Parmitano e os seus colegas de tripulação na Estação.
O ATV-4 está carregado com 2 580 kg de propulsante para realizar reajustes regulares da órbita da Estação. É até capaz de desviar todo o complexo espacial da trajetória de detritos espaciais perigosos!

Nos seus tanques, transporta 860 kg de propulsante, 100 kg de oxigénio e ar e 570 kg de água potável, que serão todos bombeados para os tanques da Estação.
No seu módulo de carga, transporta mais de 1 400 artigos embalados em 141 sacos, incluindo 2 480 kg de carga seca, como equipamento científico, peças sobressalentes, alimentos e roupa para os astronautas.
Durante os quatro meses em que permanecerá acoplado à Estação, o ATV proporcionará 45 metros cúbicos de espaço adicional para alojamento da tripulação. Em missões anteriores, este espaço adicional foi acolhido pelos astronautas como “o local mais silencioso da Estação” e era frequentemente a área preferida para trabalhar.
No final da sua missão, prevista para 28 de outubro, o ATV-4 separar-se-á da Estação, carregado com sacos de resíduos. No dia seguinte, será orientado para se desintegrar em segurança na atmosfera durante a reentrada sobre o Oceano Pacífico Sul.