Em 1492, uma pequena frota de navios liderada pelo navegador genovês Cristóvão Colombo descobriu as Américas. Agora, mais de 500 anos depois, um segundo Colombo — batizado em sua honra — prepara-se para embarcar numa nova missão de exploração.
Se tudo correr conforme o planeado, o vaivém espacial Atlantis irá descolar da Flórida a 7 de fevereiro de 2008 com o laboratório Columbus da Agência Espacial Europeia. Dois dias depois, o laboratório será entregue à Estação Espacial Internacional (ISS), pronto para ser instalado no nó Harmony, na parte dianteira da Estação.

O «Columbus» do século XXI é uma das contribuições europeias mais importantes para a ISS. Com um peso de quase 13 toneladas, este cilindro de alumínio tem cerca de 6,8 metros de comprimento e 4,5 metros de largura — aproximadamente o tamanho de um autocarro londrino. Vários astronautas da ESA e de outras agências espaciais poderão trabalhar lado a lado, em condições de trabalho confortáveis, no interior do módulo.

O laboratório científico polivalente será utilizado para realizar experiências em diversos campos. Ao longo das paredes e do “teto” do módulo cilíndrico, haverá 10 plataformas científicas, cada uma com aproximadamente o tamanho de uma cabina telefónica. (Lembre-se de que não existe “cima” nem “baixo” no espaço.) Estas plataformas serão utilizadas para a investigação do comportamento de fluidos, de vários organismos vivos (incluindo seres humanos) e de materiais em gravidade zero.

No exterior do Columbus existem quatro plataformas onde podem ser montadas outras experiências e expostas ao ambiente hostil do espaço. Não há dúvida de que Cristóvão Colombo ficaria maravilhado ao saber desta maravilha tecnológica que leva o seu nome!