O orbitador Mars Express da ESA acaba de comemorar dez anos no espaço, mas a Europa já se prepara para o próximo passo na sua exploração do Planeta Vermelho. Esta ambiciosa missão dupla, conhecida como ExoMars, será uma parceria entre a ESA e a agência espacial russa, a Roscosmos. Serão enviadas naves espaciais distintas para Marte durante as janelas de lançamento de 2016 e 2018.
O seu principal objetivo será responder a uma das questões científicas mais importantes do nosso tempo: alguma vez existiu vida em Marte? A missão ExoMars irá também desenvolver novas tecnologias europeias para a aterragem, a exploração com rover, a perfuração da superfície e a recolha de amostras de solo. Isto abrirá caminho para uma missão de recolha de amostras de Marte na década de 2020.

A primeira missão ExoMars será lançada em janeiro de 2016, chegando a Marte nove meses depois. Inclui o Trace Gas Orbiter, que irá procurar metano e outros gases que possam constituir indícios de um planeta com vida. Grande parte do metano na Terra é produzido por organismos vivos. O orbitador está a ser construído pela Thales Alenia Space em Cannes, França.
Irá também transportar o Módulo Demonstrador de Entrada, Descida e Aterragem (EDM) até à superfície de Marte, para demonstrar as tecnologias-chave necessárias para a missão de 2018 e para futuras missões de aterragem. A Thales Alenia Space Italy está a construir o EDM em Turim.
O lançamento da segunda missão está previsto para maio de 2018, com a chegada ao planeta no início de 2019. Esta missão irá colocar um rover em Marte – o primeiro capaz de perfurar até profundidades de 2 m e, posteriormente, recolher amostras de rocha. Isto é essencial porque a radiação e as substâncias químicas presentes na superfície podem destruir materiais orgânicos. Esta missão transportará também uma plataforma de superfície equipada com instrumentos científicos para investigar o ambiente marciano.