Existe um campo magnético invisível à nossa volta. Embora normalmente não o percebamos, o campo magnético da Terra é muito importante, pois protege-nos de perigosas tempestades solares e da radiação espacial. Sem ele, não haveria vida no nosso planeta. Para medir esta força magnética com maior precisão do que nunca, a ESA está a preparar-se para enviar para órbita uma missão especial chamada Swarm.
O conceito Swarm consiste numa constelação de três satélites em três órbitas polares diferentes, a altitudes compreendidas entre 400 e 550 km. Cada satélite fornecerá medições de alta precisão e alta resolução da intensidade e da direção do campo magnético. Muitos dos instrumentos sensíveis serão montados numa lança com 4 metros de comprimento, para limitar a interferência dos sistemas elétricos da nave espacial.

Pensa-se que o campo magnético seja criado pelo movimento giratório do líquido no núcleo externo da Terra, rico em ferro, mas ainda não compreendemos totalmente como é gerado e como se altera ao longo do tempo. Por exemplo, as localizações à superfície dos pólos magnéticos norte e sul estão em constante mudança. A intensidade do campo também varia. De vez em quando, os pólos invertem-se, de tal forma que o atual pólo norte passa a ser o pólo sul. Nesses momentos, uma bússola magnética apontaria para sul em vez de para norte! Os cientistas esperam que a missão Swarm consiga desvendar estes e muitos outros mistérios magnéticos.
Para garantir que as medições sejam o mais precisas possível, todos os satélites foram submetidos a testes exaustivos. Alguns desses testes foram realizados num ambiente ‘magneticamente limpo’ – uma sala com piso de madeira, situada no meio de uma floresta alemã, longe de quaisquer outros edifícios. Assim que o programa de testes estiver concluído, o trio Swarm será enviado para o porto espacial russo de Plesetsk, para ser lançado por um foguetão Rockot ainda este ano.