A maioria das estrelas demora milhões de anos a morrer. Quando uma estrela como o Sol esgota todo o seu combustível de hidrogénio, expande-se e transforma-se numa gigante vermelha. Esta pode ter milhões de quilómetros de diâmetro — grande o suficiente para engolir os planetas Mercúrio e Vénus.
Depois de expelir as suas camadas exteriores, a estrela colapsa, formando uma anã branca muito densa. Uma colher de chá de matéria proveniente de uma anã branca pesaria até 100 toneladas. Ao longo de milhares de milhões de anos, a anã branca arrefece e torna-se invisível.
As estrelas com uma massa superior a oito vezes a do Sol terminam a sua vida de forma muito repentina. Quando ficam sem combustível, incham, transformando-se em supergigantes vermelhas. Tentam manter-se vivas queimando diferentes tipos de combustível, mas isso só funciona durante alguns milhões de anos. Depois, explodem numa enorme explosão de supernova.
Durante cerca de uma semana, a supernova brilha mais do que todas as outras estrelas da sua galáxia. Depois, desvanece-se rapidamente. Tudo o que resta é um objeto minúsculo e denso — uma estrela de neutrões ou um buraco negro — rodeado por uma nuvem em expansão de gás muito quente.
Os elementos formados no interior da supergigante (como o oxigénio, o carbono e o ferro) são espalhados pelo espaço. Este pó estelar acaba por dar origem a outras estrelas e planetas.