O espaço sideral é extremamente hostil. As naves espaciais têm de resistir a temperaturas extremas, tanto de calor como de frio, à radiação, aos campos magnéticos, aos meteoritos, aos detritos de outras naves espaciais e à ausência de ar.
Uma vez que a construção e o lançamento de naves espaciais são dispendiosos, queremos que estas tenham a maior durabilidade possível. Para que os satélites possam sobreviver no espaço durante muitos anos, têm de ser submetidos (e passar!) a muitos testes em terra.
O primeiro desafio que os satélites têm de superar é o ruído intenso e as vibrações durante o lançamento de um foguetão. Isto é testado agitando o satélite e expondo-o a sons provenientes de enormes altifalantes no interior de uma câmara especial.
O segundo desafio que os satélites têm de superar no espaço é resistir a temperaturas extremas, tanto de calor como de frio. O aquecimento extremo proveniente do Sol é simulado numa câmara sem ar, equipada com lâmpadas potentes e espelhos. As temperaturas muito baixas são produzidas através do bombeamento de azoto líquido por tubos instalados nas paredes da câmara.
Para garantir o bom funcionamento dos sistemas elétricos, o satélite é colocado num campo magnético potente que pode provocar falhas elétricas. Os computadores monitorizam tudo o que acontece na nave espacial durante estas provações.
Ao longo de um ano ou mais, cada componente que constitui a nave espacial é testado e retestado. Quando a nave espacial é montada, é novamente testada. Só então os engenheiros ficarão convencidos de que a sua «criação» será um sucesso quando chegar à órbita.