Após dois dias a bordo de uma nave espacial Soyuz, o astronauta da ESA Thomas Pesquet, juntamente com a astronauta da NASA Peggy Whitson e o comandante da Roscosmos Oleg Novitsky, acoplou-se à Estação Espacial Internacional!
O modelo de nave espacial Soyuz está em uso há quase 50 anos, mas foi recentemente modernizado. Thomas é o primeiro astronauta da ESA a voar nesta versão mais recente! Para a tripulação, a viagem foi como passar dois dias dentro de um carro pequeno – embora com uma vista espetacular pela janela! Mantiveram contacto por rádio com o controlo de terra em Moscovo.
Após a acoplagem à Estação Espacial Internacional, a escotilha foi aberta e Thomas, Peggy e Oleg foram recebidos a bordo pelo astronauta da NASA Shane Kimbrough e pelos cosmonautas Andrei Borisenko e Sergei Ryzhikov. Os seis irão agora trabalhar em conjunto para garantir o bom funcionamento da Estação.

A missão de Thomas chama-se «Proxima» e terá a duração de seis meses. Durante este período, irá trabalhar em cerca de 50 experiências científicas para a ESA e para a agência espacial francesa CNES. Mas as primeiras semanas serão dedicadas a habituar-se à ausência de gravidade! Durante este período, o corpo de Thomas irá adaptar-se a estas condições novas e invulgares. A sua coluna vertebral irá alongar-se e os seus ossos ficarão mais fracos. No entanto, muita atividade física e suplementos alimentares irão ajudá-lo a manter-se em forma.
No final dos seis meses, o Thomas, a Peggy e o Oleg voltarão a embarcar numa Soyuz, mas desta vez seguirão na direção oposta: de regresso à Terra! O plano é que aterrem no Cazaquistão, onde serão recebidos por helicópteros. Entretanto, o astronauta da ESA Paolo Nespoli está a preparar-se para o lançamento em 2017, pouco depois do regresso de Thomas!
Curiosidade: A missão de Thomas, «Proxima», deve o seu nome à estrela mais próxima do Sol. É tradição dar às missões com astronautas franceses nomes de estrelas e constelações.