Após uma viagem de 10 longos anos, tendo percorrido mais de metade da extensão do Sistema Solar e dado cinco voltas à volta do Sol, a sonda espacial Rosetta chegou finalmente ao seu destino: o cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko!
A Rosetta encontra-se atualmente em órbita a 100 km acima da superfície do cometa, enviando informações sobre o seu novo amigo para a Terra. Nas próximas semanas, a principal tarefa da Rosetta será procurar o local de aterragem ideal para a sonda que transporta, chamada Philae (pronuncia-se FEE-lay).
Se tudo correr bem, dentro de apenas alguns meses, a Philae tornar-se-á a primeira sonda de sempre a ser lançada sobre a superfície de um cometa!
Mas a viagem da Rosetta não terminará aí; durante muitos meses, a pequena sonda espacial viajará ao lado do cometa, à medida que este dá a volta ao Sol e regressa novamente em direção a Júpiter.
Daqui a um ano, a dupla atingirá o ponto mais próximo do Sol na sua viagem pelo Sistema Solar — é aí que o cometa começará realmente a brilhar.
Os cometas são aglomerados de gelo e rocha cósmicos, o que significa que, à medida que o cometa 67P se aproxima do Sol, começará a derreter. O gelo vaporizado do cometa criará uma cauda magnífica, semelhante às que, por vezes, temos a sorte de ver a atravessar os nossos céus.
Infelizmente, o cometa 67P não será visível no nosso céu noturno sem telescópios potentes, mesmo com a sua cauda deslumbrante. Em vez disso, a Rosetta irá proporcionar-nos algo ainda melhor — uma visão de perto de como o cometa se transforma sob o brilho do Sol!
Curiosidade interessante
A missão deve o seu nome à Pedra de Roseta, uma antiga placa de pedra que nos permitiu descodificar os hieróglifos do antigo Egito. Tal como a Pedra de Roseta, a missão Rosetta da ESA irá redefinir a nossa compreensão do passado, desvendando os mistérios dos objetos formados a partir dos resíduos da formação do nosso Sistema Solar: os cometas.