A sonda Rosetta da ESA, que persegue cometas, dirige-se para um encontro às cegas com o asteróide Lutetia. Tal como muitos primeiros encontros, a Rosetta irá encontrar-se com Lutetia num sábado à noite. No entanto, ainda ninguém sabe como é Lutetia vista de perto. É provável que a superfície de Lutetia seja muito antiga e marcada por crateras, uma vez que os asteróides são pedaços de rocha que sobraram da formação dos planetas.
Pouco se sabe sobre este misterioso membro do cinturão principal de asteróides, que orbita o Sol entre Marte e Júpiter. No entanto, Lutetia é certamente o maior asteróide já visitado por uma nave espacial. Inicialmente, pensava-se que tivesse cerca de 95 km de diâmetro, mas que fosse apenas ligeiramente elíptico (em forma de ovo). Uma estimativa mais recente sugere que possa ser muito mais alongado e ter até 134 km de largura. As variações contínuas no seu brilho deixam claro que Lutetia está a rodar e possui uma superfície irregular.

Outro mistério prende-se com a composição do asteróide. A maioria das medições indica que se trata de um asteróide do ‘tipo C’, que contém compostos de carbono. No entanto, alguns estudos sugerem que poderá ser um asteróide do ‘tipo M’, rico em metais.
As respostas a todas estas perguntas surgirão quando a Rosetta passar a uma distância de 3 200 km do cometa, no dia 10 de julho. Os controladores em terra estão a ajustar cuidadosamente a trajetória da sonda espacial para que esta consiga enviar cerca de duas horas de imagens detalhadas. A sonda começará imediatamente a transmitir os dados para a Terra e as primeiras imagens serão divulgadas ainda nessa mesma noite. A Rosetta seguirá então para outro primeiro encontro — desta vez com o cometa Churyumov-Gerasimenko —, estando este emocionante encontro previsto para 2014.