A missão Gaia da ESA foi lançada esta manhã num foguetão Soyuz a partir do Centro Espacial Europeu em Kourou, na Guiana Francesa, numa emocionante missão para estudar mil milhões de sóis.
A Gaia irá criar o mapa mais preciso até à data da Via Láctea. Ao efetuar medições precisas das posições e movimentos de mil milhões de estrelas, irá responder a questões sobre a origem e a evolução da nossa galáxia.
A Gaia encontra-se agora a caminho de uma órbita em torno de um ponto virtual no espaço denominado L2, a cerca de 1,5 milhões de quilómetros para além da Terra, visto do Sol.

Ao varrer repetidamente o céu, o Gaia observará cada uma das mil milhões de estrelas, em média, 70 vezes ao longo dos cinco anos. Irá medir a posição e as principais propriedades físicas de cada estrela, incluindo o seu brilho, temperatura e composição química.
É possível ‘rebobinar’ os movimentos das estrelas para saber mais sobre a sua origem e sobre como a Via Láctea se formou ao longo de milhares de milhões de anos a partir da fusão de galáxias mais pequenas, e ‘avançar rapidamente’ para saber mais sobre o seu destino final.
Ao comparar as suas observações repetidas do céu, o Gaia irá também descobrir dezenas de milhares de supernovas, os gritos de morte das estrelas quando chegam ao fim das suas vidas e explodem. E ligeiras oscilações periódicas nas posições de algumas estrelas deverão revelar a presença de planetas em órbita à sua volta, à medida que estes puxam as estrelas de um lado para o outro.
A Gaia irá também descobrir novos asteróides no nosso Sistema Solar e aperfeiçoar as órbitas dos já conhecidos, além de realizar testes precisos à famosa teoria da Relatividade Geral de Einstein.