A 13 de março de 1986, a sonda Giotto, da ESA, enviou imagens de um objeto preto, com a forma de uma batata, que lançava jatos brilhantes de material para o espaço. Foi a primeira vez que alguém avistou o núcleo sólido no centro de um cometa.
O alvo da sonda Giotto era o cometa Halley, que recebeu o nome do astrónomo britânico do século XVII, Edmond Halley. Este foi o primeiro a perceber que este cometa brilhante é um visitante regular, regressando ao Sistema Solar interior a cada 75–76 anos. A sua próxima passagem pelos nossos céus está prevista para 2061.
O cometa Halley é o mais famoso entre os milhões de cometas que orbitam o Sol. Mesmo quando se encontra na escuridão do Sistema Solar exterior, o Halley continua a influenciar o nosso planeta. Todos os anos, em outubro, a Terra atravessa uma corrente de poeira fina deixada pelo cometa, o que dá origem à chuva de meteoros das Orionídeas. Pensa-se também que o cometa Halley seja responsável pela chuva de meteoros das Eta Aquarídeas, que ocorre todos os anos em maio. Estes meteoros, frequentemente conhecidos como “estrelas cadentes”, são rastos brilhantes deixados por minúsculos grãos de detritos do cometa, que se movem a grande velocidade e se queimam na atmosfera terrestre.

Desde o notável sucesso da Giotto, outros cometas têm sido estudados por naves espaciais. No entanto, a missão mais ambiciosa é a da nave espacial Rosetta, da ESA, destinada à exploração de cometas, que chegará ao cometa Churyumov-Gerasimenko em 2014. A Rosetta voará ao lado do núcleo, realizando um estudo aprofundado das alterações que ocorrem à medida que este é aquecido pelo Sol. Lançará também uma pequena sonda chamada Philae, para realizar a primeira aterragem suave num cometa!