No dia 30 de setembro, a missão Rosetta da ESA chegará a um final espetacular. A sonda dará início ao que se designa por “descida controlada”, aproximando-se cada vez mais do cometa, antes de, por fim, colidir com a superfície!
A Rosetta tem estado em órbita à volta do cometa, oficialmente conhecido como Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, desde 2014. Mais tarde nesse ano, a Rosetta lançou uma pequena sonda chamada Philae, que posteriormente aterrou na superfície do cometa. Foi um feito notável!
A Rosetta continuou então a orbitar o cometa, recolhendo muitos dados para os cientistas na Terra estudarem. Mas agora o cometa e a Rosetta estão muito longe, nas profundezas frias do espaço. Aqui, a luz do Sol é muito fraca. Isto é uma má notícia para a Rosetta, uma vez que os seus painéis solares não conseguem captar luz suficiente para fornecer energia aos aquecedores, de modo a mantê-la suficientemente quente para continuar a funcionar a estas distâncias tão longas.

Além disso, a Rosetta tem estado em plena atividade no espaço há mais de 12 anos, dos quais dois foram passados junto ao cometa empoeirado. Trata-se de um período de tempo considerável para uma sonda, e é provável que algumas das suas peças comecem a avariar-se em breve.
Assim, sabendo que em breve será demasiado difícil manter a Rosetta a funcionar corretamente, foi tomada a decisão de terminar em grande! Fazer com que a Rosetta colida propositadamente com o cometa significa que poderá tirar fotografias incríveis em grande plano durante os seus últimos minutos, enviando imagens e dados que manterão os cientistas ocupados durante anos.
Quem sabe o que a Rosetta irá descobrir durante a sua descida final? Vamos descobrir muito em breve!
Curiosidade: A ESA criou um site onde podes descobrir onde é que a sonda Rosetta se encontra neste momento no nosso Sistema Solar! Dá uma vista de olhos aqui: http://sci.esa.int/where_is_rosetta