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A extinção dos dinossauros

Artist's impression of a catastrophic asteroid impact with the Earth
Artist's impression of a catastrophic asteroid impact with the Earth
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A Terra é um alvo em movimento numa galeria de tiro. Quase todos os dias, um pequeno pedaço de rocha espacial passa a poucos milhões de quilómetros do planeta — muitas vezes sem ser visto. Por vezes, chegam a aproximar-se mais do que a Lua.

Os cientistas acreditam que possa haver até 100 000 asteróides próximos da Terra com mais de 100 metros de diâmetro — o tamanho de um campo de futebol. Já foram descobertos mais de 600 asteróides que passam muito perto da Terra e têm mais de 1 km. Ainda faltam descobrir centenas mais.

A cada alguns milhares de anos, um asteróide acaba por colidir com o nosso planeta. O acontecimento mais recente ocorreu na Sibéria, em 1908, quando um pequeno asteróide arrasou mais de 2 000 quilómetros quadrados de floresta. A explosão teria destruído uma cidade do tamanho de Paris ou Londres.

Muito raramente, ocorre um impacto que extermina a vida em grande parte do planeta. Há 65 milhões de anos, um asteróide com 10 quilómetros de diâmetro provocou uma explosão mais poderosa do que todas as bombas de hidrogénio da Terra. Este asteróide abriu uma cratera com 180 quilómetros de diâmetro no México e espalhou uma camada de cinzas por todo o mundo. Incêndios generalizados, seguidos de escuridão e frio extremo, levaram à extinção dos dinossauros.