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Incêndios florestais

Forest fires
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Os incêndios podem alastrar-se tanto pelas cidades como pelas zonas rurais. Os incêndios florestais podem atingir temperaturas de até 800 °C e propagar-se a uma velocidade de até 100 metros por minuto, destruindo rapidamente uma área inteira.

Em 2003, mais de meio milhão de hectares de floresta foram destruídos por incêndios no sul da Europa, causando prejuízos no valor de vários mil milhões de euros. Em 2010, a área em redor da capital russa, Moscovo, foi atingida por uma onda de calor, com temperaturas que chegaram aos 40 ºC. Isto resultou nos piores incêndios florestais da região nos últimos 15 anos. Estas situações de emergência poderão agravar-se e tornar-se mais frequentes se o aquecimento global tornar os verões mais secos e quentes.

Os satélites de observação da Terra da ESA podem ser utilizados de várias formas para combater a ameaça dos incêndios em todo o mundo.

Algarve Fires - MERIS, 18 June and 15 September 2003
Incêndios no Algarve – MERIS, 18 de junho e 15 de setembro de 2003

Conseguem captar imagens das áreas que estão a arder e identificar os principais focos de calor dentro da área queimada. Também conseguem detetar gases com efeito de estufa e colunas de fumo produzidas pelos incêndios.

Ao registar os incêndios pelo menos duas vezes por dia, é possível perceber como estes se estão a desenvolver. Também é possível avaliar a extensão dos danos.

Os dados provenientes de satélites meteorológicos e de observação da Terra podem ser combinados para produzir mapas diários. Estes permitem que os bombeiros se concentrem nas áreas de maior risco.

As imagens de satélite captadas ao longo de muitos anos facilitam a previsão e a preparação para futuros incêndios.