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A aurora

Aurora borealis
Aurora borealis
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Já alguma vez viu a aurora? Uma belíssima cortina de luz ondulante no céu noturno, é um espetáculo impressionante e inesquecível para quem tem a sorte de a testemunhar. Mas o que causa a aurora?

Tudo começa com a nossa estrela mais próxima, o Sol. O Sol é incrivelmente energético e está constantemente a produzir aquilo a que chamamos vento solar — um fluxo de partículas minúsculas. Estas são lançadas para o espaço e são desviadas pelo campo magnético que envolve o planeta Terra.

Normalmente, a história termina aqui… mas, por vezes, ocorrem enormes erupções no Sol, chamadas «erupções solares», que tornam o vento solar ainda mais forte. Quando isso acontece, as partículas têm tanta energia que não se limitam a entrar no campo magnético da Terra – elas colidem com ele!

As partículas do vento solar seguem então o campo magnético da Terra até aos pólos norte e sul do nosso planeta. Por fim, as partículas colidem com os gases da nossa atmosfera. Toda essa energia é então libertada sob a forma de luz! As partículas do vento solar que colidem com o oxigénio produzem uma fabulosa cor verde. O azoto cria belos tons de azul e roxo. É isto que dá origem à aurora.

Por mais bela que seja a aurora, outros efeitos secundários do vento solar podem causar problemas. As partículas de alta energia podem danificar satélites em órbita à volta do nosso planeta e ameaçar a segurança dos astronautas. Podem até causar cortes de energia na superfície da Terra. A aurora não é exclusiva da Terra. Outros mundos do nosso Sistema Solar, como Saturno e Júpiter, também possuem campos magnéticos. As partículas do vento solar podem colidir com eles, tal como acontece com a Terra! Gostarias de voar para outro planeta e ver a sua aurora?

Curiosidade: A aurora deve o seu nome à deusa romana do amanhecer.