Em 2008, o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA descobriu dióxido de carbono na atmosfera de um planeta do tamanho de Júpiter que orbita outra estrela. Este feito foi considerado um passo importante na procura de indícios de vida noutros mundos.
Até ao momento, foram descobertos cerca de 300 planetas em órbita à volta de estrelas distantes. Infelizmente, estes planetas extra-solares são tão pouco visíveis e estão tão distantes que é extremamente difícil estudá-los. No entanto, com os instrumentos modernos, os cientistas estão gradualmente a começar a saber mais sobre estes mundos alienígenas e sobre os gases que compõem as suas atmosferas.
O dióxido de carbono é o gás que as plantas libertam durante a noite e utilizam para crescer. Os animais e os seres humanos expiram-no a cada poucos segundos. Sendo um dos principais gases com efeito de estufa, retém o calor e contribui para o aquecimento do planeta. O carbono é também a base dos chamados compostos orgânicos, que se contam entre os blocos de construção da vida. Agora, o Hubble demonstrou que é possível detetar dióxido de carbono em planetas distantes e estimar a sua quantidade. Trata-se de um grande avanço no esforço de longo prazo para descobrir de que são feitos esses mundos e se poderão albergar vida.
O planeta, denominado HD 189733b, é demasiado quente para albergar vida. No entanto, é um bom planeta para observar, uma vez que desaparece por trás da sua estrela companheira uma vez a cada 2,2 dias. Ao estudarem as variações regulares na luz que chega à Terra, os cientistas podem analisar a atmosfera do planeta. Já foram detetados vapor de água e metano. As novas observações do Hubble comprovam que é possível medir os elementos químicos essenciais à vida em planetas que orbitam outras estrelas.