A incrível missão Rosetta da ESA chegou a um final emocionante com uma colisão controlada contra o cometa que vinha a estudar! A câmara da sonda continuou a captar imagens durante a descida, e sensores de alta tecnologia analisaram o gás e o pó do cometa mais de perto do que nunca. A informação recolhida durante estes momentos finais foi transmitida aos cientistas ansiosos na Terra, mesmo antes de a Rosetta aterrar na superfície do cometa.
Isto marca o fim de uma das missões espaciais mais espantosas de sempre. A Rosetta foi lançada em 2004 e percorreu quase 8 mil milhões de quilómetros, incluindo três voltas à Terra, uma a Marte e duas passagens rasantes por dois asteróides! Tornou-se a primeira nave espacial a orbitar um cometa (oficialmente denominado Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko) e, em novembro de 2014, lançou com sucesso um módulo de aterragem, chamado Philae, na superfície do cometa.

A decisão de pôr fim à missão Rosetta não foi fácil para os cientistas da missão. Mas a sonda encontra-se agora muito longe no nosso Sistema Solar e está a afastar-se cada vez mais. Em breve, estará tão longe do Sol que haverá pouca luz para alimentar os seus painéis solares. Encerrar a missão fazendo com que a Rosetta colidisse com o cometa significava mais uma oportunidade de fazer descobertas surpreendentes!

A Rosetta já revelou muitos segredos. Descobriu que o cometa tem uma forma estranha, resultado da colisão e fusão de dois cometas mais pequenos nos primórdios do Sistema Solar. Esta forma invulgar dá origem a estações no cometa e influencia a forma como o pó se move pela sua superfície. A análise dos gases provenientes do cometa revelou que este se formou numa região muito fria do espaço. A Rosetta descobriu mesmo que cometas como o 67P/Churyumov-Gerasimenko podem ter sido capazes de trazer alguns dos ingredientes necessários para o início da vida na Terra há muito tempo.

A missão Rosetta recolheu uma quantidade tão enorme de dados sobre o seu cometa que os cientistas da ESA na Terra vão estudá-los durante muitos anos, procurando compreender tudo o que a Rosetta observou. Talvez isto não seja realmente o fim da missão, mas sim o seu início!
Curiosidade: A missão Rosetta recebeu o nome da Pedra de Roseta – uma placa gravada que nos ajudou a compreender as línguas antigas!