O lançamento do Sentinel 1 está previsto para 3 de abril. Graças a um instrumento de radar capaz de ver através das nuvens e observar a superfície do planeta 24 horas por dia, 7 dias por semana, este satélite de observação da Terra poderá ajudar-nos a proteger o nosso planeta.
Estes poderosos olhos no céu estarão a 700 km acima de nós. Mesmo estando tão longe, serão capazes de estudar todo o planeta, detetando objetos com apenas 5 metros de diâmetro e captando imagens do mesmo local a cada poucos dias.

Uma das principais tarefas do Sentinel será ajudar na previsão de catástrofes naturais, como inundações e deslizamentos de terra, e apoiar as equipas de socorro na gestão de situações de crise. Muitos locais na Europa sofreram inundações devastadoras nos últimos anos. A densa cobertura de nuvens e a chuva fazem com que o solo fique oculto à vista da maioria dos satélites. No entanto, as imagens de radar do Sentinel 1, que conseguem ver através da cobertura de nuvens e da chuva, darão um alerta precoce sobre possíveis inundações e ajudarão as autoridades a lidar com a subida do nível das águas.
O radar Sentinel 1 também consegue detetar pequenas alterações na altura da superfície, alertando antecipadamente para possíveis erupções vulcânicas ou deslizamentos de terra. Isto ajudará as autoridades locais a decidir quais as medidas a tomar para proteger a população. Também permite acompanhar o desenvolvimento e a evolução das tempestades, medindo a altura das ondas e a velocidade do vento, alertando antecipadamente quem estuda estes fenómenos e, em última análise, salvando vidas.
Com mais de 7 mil milhões de pessoas a viver na Terra, estão a ocorrer grandes mudanças na utilização dos solos do nosso planeta e nos danos ambientais em geral. O Sentinel 1 contribuirá para monitorizar a destruição das florestas, mostrar as mudanças nos padrões de utilização dos solos e revelar as áreas que estão a ficar sem água doce.

O Sentinel 1 contribuirá para a navegação marítima e tornará o transporte marítimo mais seguro, fornecendo mapas da espessura do gelo. Em março de 2011, navios de carga e ferries que transportavam mais de 1 000 pessoas ficaram presos no gelo durante vários dias no norte do Mar Báltico. Com previsões mais precisas da espessura do gelo marinho, será possível ajudar a evitar situações como estas.
O Sentinel 1 também será capaz de detetar a poluição da água, como, por exemplo, derrames de petróleo. A deteção rápida e o alerta precoce destes derrames permitirão às autoridades da guarda costeira identificar os poluidores em caso de descargas ilegais e responder rapidamente a situações de emergência em caso de derrames acidentais.
Uma imagem de satélite do Sentinel-1 será capaz de captar mais de cem mil quilómetros quadrados de oceano, o que torna esta uma forma muito eficiente de procurar manchas de petróleo!