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O avião de gravidade zero ajuda os cientistas a fazer experiências com a gravidade!

Zero-G takeoff
Descolagem em gravidade zero
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A Estação Espacial Internacional é um laboratório fantástico no espaço. Os cientistas realizam experiências em condições de ausência de gravidade, o que conduz a todo o tipo de novos avanços! Mas e se a sua experiência precisar de estar parcialmente, mas não totalmente, em ausência de gravidade? A ESA, o Centro Aeroespacial Alemão (denominado DLR) e a agência espacial francesa (denominada CNES) uniram forças para tornar isto possível!

Em vez de irem para o espaço, utilizaram um avião muito especial chamado A310 Zero-G. Quando está no ar, o piloto do Zero-G executa uma manobra desafiante. Ele eleva o avião abruptamente e, em seguida, reduz a propulsão. Isto faz com que o Zero-G descreva um grande arco no ar, como se tivesse sido lançado por uma catapulta! À medida que o avião atinge o ponto mais alto do seu arco, todas as pessoas e o equipamento a bordo entram em queda livre, o que equivale a estar em ausência de gravidade, durante cerca de 20 segundos. Em seguida, o avião começa a descer e o efeito da gravidade regressa. Em pouco tempo, o piloto tem de puxar o manche para cima para manter o avião no ar, e o processo pode recomeçar!

Para conseguir o efeito de um quarto, metade e três quartos da gravidade, o piloto alterou o ângulo de voo do Zero-G em subida, o que fez com que o avião seguisse um arco diferente no ar. Esta técnica nunca tinha sido experimentada antes, mas funcionou muito bem!

Gravity for the loss
A gravidade é a responsável pela perda

As três agências espaciais colaboraram em diferentes experiências durante este voo especial. Uma das experiências investigou os efeitos da gravidade parcial no funcionamento do nosso cérebro. Experiências anteriores demonstraram que breves períodos de ausência de gravidade aumentam o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que ajuda o nosso cérebro a funcionar melhor. No entanto, permanecer em ausência de gravidade durante muito tempo tem efeitos secundários negativos no nosso cérebro. Será que existe um bom meio-termo com a gravidade reduzida? Era isso que alguns dos cientistas a bordo estavam a investigar.

Outra experiência incidiu sobre as raízes das plantas e a forma como estas reagem quando submetidas a gravidade parcial. Sabemos, através de experiências realizadas a bordo da Estação Espacial Internacional, que as plantas se conseguem adaptar com uma rapidez surpreendente, mas precisamos de mais informações para compreender plenamente como é que as plantas se alteram.

Alexander Gerst in weightlessness
Alexander Gerst em estado de ausência de gravidade

Experiências como estas são muito importantes para planear o envio de astronautas humanos à Lua e até mesmo a Marte. Será que os seres humanos conseguem viver e trabalhar em condições de ausência total de gravidade durante muito tempo, ou será necessária alguma gravidade para nos mantermos saudáveis? O cultivo de plantas no espaço e noutros planetas será essencial para a nossa sobrevivência, por isso também precisamos de saber como reagem a diferentes níveis de gravidade!

Imagina que és um cientista a voar no avião Zero-G. Consegues pensar numa experiência que gostasses de realizar? Isso ajudaria os astronautas a explorar novos mundos no futuro?

Curiosidade: A aeronave Zero-G pode entrar em picada para criar gravidade reduzida a cada três minutos, num total de 31 vezes por voo. É como uma montanha-russa radical no céu, mas utilizada para fins científicos!