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Análise do solo de Marte e da Lua para a construção de abrigos contra a radiação

Future deep space base
Future deep space base
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Uma das maiores ameaças à saúde dos astronautas é a radiação espacial. As partículas energéticas que viajam pelo espaço a uma velocidade próxima da da luz podem causar danos graves às células do corpo, o que resulta num risco muito maior de cancro. Para descobrir a melhor forma de proteger os membros da tripulação deste bombardeamento, a ESA está a colaborar com um centro na Alemanha para testar diferentes tipos de blindagem, incluindo solo lunar e marciano.

O espaço está repleto de partículas carregadas, o que significa que os astronautas são oficialmente classificados como trabalhadores expostos à radiação. Algumas dessas partículas provêm de tempestades solares intensas, mas de curta duração. Outras, conhecidas como raios cósmicos, são produzidas por estrelas em fase terminal em galáxias distantes.

Steve Bowen and Al Drew working outside the ISS
Steve Bowen e Al Drew a trabalhar no exterior da ISS

Atualmente, a radiação espacial não constitui um problema tão grave, uma vez que a Estação Espacial Internacional orbita dentro do campo magnético da Terra. Este campo magnético funciona como um escudo contra a maior parte da radiação espacial. No entanto, as tripulações que viajarem para a Lua e para Marte estarão muito mais expostas ao risco da radiação cósmica de alta energia, pelo que será necessária uma proteção especial.

A equipa da ESA está a utilizar o acelerador de partículas GSI, em Darmstadt, na Alemanha, para testar possíveis materiais de blindagem. Os materiais testados incluem alumínio, água, plástico de polietileno, estruturas multicamadas e materiais simulados da Lua e de Marte.

Uma proteção contra radiação mais densa e espessa nem sempre é a melhor opção. Os raios cósmicos que atingem proteções metálicas podem produzir chuvas de partículas secundárias que podem ser ainda mais nocivas. Em geral, materiais mais leves, como a água e o plástico, proporcionam uma melhor proteção. Os novos materiais ricos em hidrogénio, desenvolvidos por uma empresa no Reino Unido, parecem, até ao momento, muito promissores.