Tal como os seres vivos, as estrelas envelhecem e morrem. Mas as estrelas de grande massa não desaparecem silenciosamente. Pelo contrário, desaparecem com um estrondo enorme. Tudo o que resta após o espetáculo de luzes brilhantes de uma explosão de supernova é uma camada de gás quente e incandescente que foge do local da morte da estrela a grande velocidade.
Um dos exemplos mais belos de um remanescente de supernova é a Nebulosa do Véu, um anel ténue de detritos na constelação de Cygnus. As imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, da NASA e da ESA, mostram com notável detalhe os remanescentes fragmentados de uma estrela gigante. Tudo o que resta são fios de gás semelhantes a fumo.
As imagens do Hubble mostram filamentos de gás entrelaçados, semelhantes a cordas, em três segmentos diferentes da Nebulosa do Véu. Os filamentos coloridos resultam da enorme energia libertada quando os detritos em movimento rápido provenientes da explosão colidem com o que os rodeia. As ondas de choque, criadas pelo gás que se move a 600 000 km por hora, aquecem o gás até atingir milhões de graus.
Nas imagens do Hubble, são visíveis duas características distintivas: filamentos lineares bem definidos e nuvens extensas. Isto deve-se ao facto de os observarmos de ângulos diferentes. Os filamentos correspondem a uma visão de perfil de uma frente de choque fina, enquanto as nuvens correspondem a uma visão de frente. As cores indicam a luz proveniente de diferentes átomos excitados pelas ondas de choque: o azul representa o oxigénio, o verde representa o enxofre e o vermelho representa o hidrogénio.
A explosão da supernova ocorreu há 5 000 a 10 000 anos, altura em que os nossos antepassados terão assistido a um aumento repentino do brilho da estrela, até esta atingir o mesmo brilho que o crescente da Lua.